SANTA
Está à janela tocando
Sândalo velho e descascado
Com sua viola brilhando
Antiga flauta e esmalte dourado
A Santa pálida, mostrando
Um livro velho de que desdobra
Magnificat transbordando
Antiga véspera, matina e obra:
Neste vidro fechando a urna
Que a asa do anjo tange
Formando, com penas, a noturna
Harpa para a frágil falange
Do dedo que, sem sândalo dourado
Balança o espaço, vence-o
Até o instrumento alado
E musica do silêncio.
(Minha tradução, feita hoje, na Unisinos)





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